quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Dispositivos Auxiliares para Continência Urinária

Além dos tratamentos convencionais como cirurgia e fisioterapia outras técnicas e dispositivos podem ser somados potencializando a cura e aumentando a aderência ao tratamento. Entre esses podem ser utilizados cones, pessários, diferentes tipos de absorventes e eletroestimuladores portáteis.
Os cones são halteres para os músculos pélvicos, com diferentes tamanhos e pesos, podem ser utilizados em consultórios e em domicílio, proporcionando um melhor controle sobre as perdas urinárias durante as atividades do dia-a-dia.
Os pessários são dispositivos para posicionar a bexiga no local ideal sem cirurgia. Em geral possuem formato de anel, são feitos de silicone, e devem ser colocados no interior da vagina, interferindo positivamente na posição da bexiga, do útero ou do reto, minimizando sintomas de perdas urinárias, infecções urinárias e dificuldade para evacuar.
O tipo de absorvente utilizado é fundamental no controle da incontinência. A utilização das fraldas tradicionais acaba diminuindo a frequência de micções no vaso sanitário pela dificuldade de colar as fitas adesivas após a micção, e por serem bastante absorventes o número de trocas pode ser inferior ao ideal, proporcionando longo tempo de urina em contato com os genitais e com a pele favorecendo infecções. O contrário também merece atenção, pois pacientes com perdas volumosas usando absorvente menores que o ideal, poderão evitar vida social e contato com entes queridos por medo de que os demais sintam o odor da urina. Nesses casos a avaliação especializada pode auxiliar na escolha.
Os eletroestimuladores portáteis podem ser utilizados em domicílio após um treinamento básico realizado em consultório. A estimulação elétrica é indolor, não possui efeitos colaterais adversos, e é um potente aliado no controle da incontinência especialmente em idosos que tem dificuldade de locomover-se até o consultório para realização das sessões semanais.
Todos os dispositivos comentados acima devem ser recomendados por um especialista na área, e dependem de treinamento em consultório para que os resultados sejam benéficos. Se considerado todo o incomodo causado pelas perdas urinárias o custo-benefício desses tratamentos torna-se excelente.

Alternativa para mulheres que sofrem com “bexiga baixa”

Estudos recentes comprovaram que a fisioterapia especializada ameniza os sintomas das mulheres com distopia genitais, a popular “bexiga caída ou bexiga baixa”. O que as pessoas desconhecem é que esse problema é passível de prevenção, com o tratamento fisioterapêutico é possível evitar a progressão do problema, reduzindo a flacidez da região genital e fortalecendo músculos anais e vaginais, associados a hábitos saudáveis, é possível reduzir e evitar os sintomas.
Além das técnicas convencionais de fisioterapia (exercícios e estimulação muscular), estão novamente disponíveis no Brasil os pessários, indicados para os casos mais evidentes de distopia. Esse dispositivo é um anel posicionado pela própria paciente, na entrada na vagina, em sua própria casa, evitando a incomoda sensação de peso ou bola na vagina. Existem diferentes modelos e tamanhos, cada um direcionado para um tipo específico de sintoma.
É bom saber que o tratamento mais comum com cirurgia, por vezes é contra-indicado pelo cirurgião devido a idade avançada, doenças associadas como diabetes ou hipertensão grave, é nesses casos que essa abordagem é utilizada. Os pessarios também beneficiam mulheres já operadas com retorno dos sintomas e para aquelas senhoras que não desejam cirurgia.

Pompoarismo e Sexualidade Feminina

É comum vermos anúncios sobre pompoarismo na mídia em geral, com a promessa de satisfação sexual com o uso dessas técnicas, mas será que somente isto basta para melhorar a sexualidade do casal?
Para quem não está familiarizado com o tema, o pompoarismo usa as esferas mostradas na figura para melhorar a percepção da mulher sobre os seus músculos vaginais e anais, mas devemos considerar que a sexualidade feminina e a sexualidade de um casal transcende o aspecto físico.
Para que o encontro sexual seja interessante e satisfatório para ambos é necessário desejo e cumplicidade, aspectos fundamentais que dependem muito do equilíbrio emocional e dependem pouco de condicionamento físico.
Os aspectos físicos são parte da sexualidade, mas quando trabalhados isolados das questões emocionais o resultado tende a ser pobre. Inicialmente é interessante ampliar o diálogo do casal e avaliar o quanto isto promove a intimidade do casal, há casos em que conversar trás excelentes resultados, mas quando isso não for suficiente é possível buscar auxílio psicológico.
Os aspectos físicos da sexualidade podem ser ampliados com fisioterapia especializada, proporcionando ganhos que vão além dos benefícios sexuais, inclusive prevenindo complicações do envelhecimento como incontinência urinária e problemas intestinais.

Lubrificantes Íntimos: você já experimentou?

Hoje em dia os lubrificantes estão facilmente acessíveis em farmácias, e nas sex-shops encontra-se uma variedade grande de marcas, aromas e sabores, mas você já se perguntou qual a melhor maneira de usá-los e se existe alguma restrição?
Os lubrificantes encontrados nas farmácias são na maioria a base de água, por isso praticamente não possuem restrições podem ser utilizados com ou sem preservativos, para sexo oral, vaginal e anal. A vaselina também pode ser utilizada para lubrificação e serve como base de um lubrificante novo no mercado tem restrições de uso concomitante aos preservativos de látex, pois interage com ele favorecendo rupturas.
Também existem lubrificantes com sensação quente e gelada, que são muito interessantes para serem usados em todo o corpo, como um estímulo a sair da monotonia e a descobrir novas zonas erógenas e novos estímulos. Para tornar possível essas sensações frias e quentes são usadas substâncias específicas, que somadas ao atrito da penetração podem favorecer irritação, prurido e até infecções se usadas com frequência para penetração. Em geral eu recomendo esse tipo de lubrificante para zonas erógenas que não sejam nos genitais, por exemplo mamas ou mamilos.
Para os lubrificantes com essência e com sabor vale a mesma regra de limitá-los ao sexo oral e outras zonas erógenas, e evitá-los para penetração, pois também podem irritar a mucosa presente no interior da vagina, muito mais sensível do que a pele do restante do corpo.
Faça uso desses diferentes estímulos para enriquecer a troca entre você e seu/sua parceiro (a), mas sempre atento as particularidades de cada pessoa e cada região do corpo. Os lubrificantes devem ser usados para aquecer as carícias preliminares, para a mulher ter tempo de se preparar para a penetração, usá-los simplesmente para compensar a falta de excitação e lubrificação oferecerá resultados pobres. Nesses casos de falta de lubrificação e desconforto a penetração procure tratamento especializado. Ficou com dúvidas? Envie um e-mail e visite o site www.incontinenciaesexualidade.blogspot.com

domingo, 24 de julho de 2011

Seu parceiro está com problemas de ereção? Pequenas atitudes suas podem fazer a diferença!

Os problemas de ereção, com nome popular de impotência e nome científico disfunção erétil, atingem quase a metade da população masculina com idade superior a 40anos. Para ser considerada disfunção erétil o problema deve persistente e não situacional, exemplo se seu parceiro teve algum problema no trabalho ou em algum outro aspecto da vida é natural que o estresse e tristeza afetem o desempenho sexual.
Mas se a dificuldade em ter ereção e penetração vem acontecendo há meses o problema merece atenção. O primeiro passo é procurar um urologista, este profissional será capaz de investigar as principais doenças que afetam a ereção, entre elas destacam-se a hipertensão arterial, o diabetes, as doenças de próstata e o declínio androgênico do envelhecimento. É muito importante procurar auxílio médico dentro do primeiro ano de início destes sintomas de ereção, porque muitas vezes a dificuldade de ereção é o primeiro sinal de uma doença cardíaca silenciosa, e também porque a não ocorrência de ereções por um longo período (meses) tende a aumentar o problema e dificultar o tratamento.
Sabe-se que é um assunto delicado, ainda é um tabu e, infelizmente, alguns profissionais de saúde tem ressalvas em abordar o problema da sexualidade, então a parceira tem papel fundamental em incentivar o tratamento e a recuperação do homem com disfunção erétil. Os homens em geral tendem “a sair pela tangente” ao serem questionados sobre o problema e a negarem, isso é rotineiro. Então carinhosamente insista no assunto e aborde o problema sem cobranças, ofereça-se para acompanha-lo se ele achar necessário.
Iniciado o tratamento seja ele qual for, aparece a ansiedade de performance, o homem passa a se analisar e a se exigir uma boa performance sexual, e essa auto-exigência acabar por gerar nervosismo e compromete o resultado final, as vezes não tendo uma boa ereção ou as vezes ejaculando mais rápido do que gostaria. Se isso for somado a cobrança da parceira, tenderá ao fracasso.
Para aliviar essa ansiedade recomendam-se técnicas que mudem um pouco o foco do casal durante as preliminares. Um exemplo disto são as massagens, com seu parceiro deitado de barriga para baixo (para que nem ele e nem você fiquem analisando visualmente a ereção) faça uma massagem demorada por toda a parte de trás do corpo, 30 ou 40 minutos, sem pressa. Após isso peça que ele se deite de barriga para cima e continue massageando ignorando a área genital, passado esse longo tempo de carícias e de excitação, aí sim comecem você e ele a realizar a massagem no pênis para estimular ainda mais a melhora da ereção antes da penetração vaginal.
Ao mesmo tempo em que a indústria farmacêutica evoluiu com remédios mais eficazes para a ereção, surgem novos estudos mostrando que técnicas de fisioterapia tradicionalmente empregadas para recuperação da continência urinária são eficazes também para melhorar a ereção. Alguns estudos com homens europeus relataram melhora da ereção com fisioterapia igual a obtida com o uso medicamentos. Se você acredita que seu parceiro está com disfunção erétil procure avaliação médica e considere a fisioterapia como parte da terapia!

Fisioterapia & Sexualidade Feminina

Quando falamos de sexualidade a relação sexual entra na soma, mas sexualidade também se refere a maneira como nos relacionamos com o parceiro, na cama e fora dela. Especialmente as mulheres tem uma necessidade grande de troca de afeto, troca de carinho e uma necessidade pequena de penetração.
Para que a mulher sinta o desejo de ter relação sexual é necessário que outros aspectos do seu relacionamento estejam bem, e estudos mostram que uma porcentagem pequena de mulheres tem desejo sexual, cerca de 15% das mulheres brasileiras tem relação sexual porque está realmente com vontade de fazer sexo. A maioria restante faz sexo ou para agradar o parceiro ou para trocar carícias.
É claro que esse é um panorama geral e existem variações individuais, mas o ponto que merece destaque é que a mulher com uma queixa sexual precisa estar atenta ao seu relacionamento. Independente da queixa se falta de desejo, falta de lubrificação, dor a penetração ou dificuldade de atingir o orgasmo, essa mulher precisa analisar a maneira como está o seu relacionamento, pois há uma relação muito forte entre esse aspecto psicológico do relacionamento e a resposta física que prepara a mulher para ser penetrada.
Quando a mulher sente desejo, excitação e se entrega ao ato sexual ocorre um aumento da circulação sanguínea generalizada do corpo e também um aumento da circulação específica aos genitais. Decorrente dessa circulação ocorre a lubrificação da vagina e o clitóris de torna mais proeminente, isto pode ser comparado a ereção peniana, só não é tão visível, pois o clitóris é mais interno.
Essas modificações preparam a mulher para a continuidade da relação sexual com a penetração e, com a estimulação adequada, a mulher deve atingir o orgasmo. O orgasmo é um reflexo, não pode ser controlado pela vontade, contudo sabe-se que músculos pélvicos que situam-se entre ânus e a vagina agem durante todo o ato sexual e se contraem intensamente durante o orgasmo trazendo o clitóris mais próximo da entrada da vagina para que este seja mais estimulado durante a penetração.
Mas o que a fisioterapia pode fazer pela mulher com dificuldade sexuais? A paciente que chega ao consultório com alguma queixa sexual tem invariavelmente alguma disfunção nos músculos pélvicos e é sobre esse problema muscular que a fisioterapia age. Através do exame físico da região genito-anal é possível identificar fraqueza muscular, incoordenação, pontos de tensão que causam dor ou ainda um estado de contração muscular constante que a paciente não percebe, pois está associado a perda parcial da sensibilidade da região.
Então o tratamento fisioterapêutico da mulher com disfunção sexual é direcionado a musculatura pélvica e envolve estimulação desses músculos através de equipamentos específicos, que promovem a sensibilidade genital e adequam o funcionamento desses músculos durante a relação sexual, por exemplo se a paciente refere dor durante a penetração e o exame mostra músculos contraídos, a fisioterapia se concentra em relaxar essa musculatura para que a estimulação pelo pênis do parceiro volte a ser prazerosa. Se a paciente refere dificuldade de atingir o orgasmo e durante o exame físico é percebida uma fraqueza muscular é realizado um trabalho de fortalecimento desses músculos para que a vagina fique mais estreita, tenha mais contato com o pênis, o clitóris é massageado durante a penetração o que facilita o orgasmo.
A sexualidade dentro da fisioterapia é recente e tem sido cada vez mais explorada no Brasil e fora do país pelos excelentes resultados e por ser um tratamento não invasivo com custo acessível.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O que é preciso para uma mulher chegar ao orgasmo?

A resposta pode ter algumas variações de pessoa para pessoa, mas acredito que estas sejam respostas universais a todas as mulheres: ter vontade, sentir-se atraente, estar descansada, ter cumplicidade e admiração pelo parceiro.
É comum que as mulheres não sintam desejo como os homens e também é comum que com o tempo de relacionamento o desejo, a vontade de ter relação se amorne, mas é dever de ambos não permitir que outras situações do dia-a-dia tomem aquele tempo dedicado a sexualidade. É importante que o casal dedique com naturalidade alguns minutos ao dia ao contato físico, um beijo em um local inesperado, um abraço mais demorado, um banho a dois. Todos esses estímulos sutis fazem com que ambos exercitem o personagem do casal, e não apenas as figuras de pais ou de profissionais.
É importante que a mulher se sinta atraente, pois antes de se relacionar com o parceiro nos relacionamos com nós mesmas. Se esse lado sexy está adormecido, comece com algo simples, passe um hidratante na pele e ao invés de reparar nas imperfeições pense nas partes do seu corpo que mais gosta, se olhe no espelho daquele ângulo que você se sente mais bonita, abandone momentaneamente aquele pijama confortável e use uma camisola que exponha o você tem de melhor.
A maioria das mulheres sente-se sobrecarregada com os afazeres domésticos, cuidados com os filhos e obrigações profissionais, se este é o seu caso negocie com seu parceiro, seja específica na tarefa que você quer que ele realize e proponha isto em troca uma noite especial.
A cumplicidade e a admiração fazem parte do processo de entrega que é necessário para a relação sexual. As mulheres precisam se sentir acolhidas, amadas para poderem se entregar totalmente ao sexo, e o orgasmo é o resultado dessa entrega.