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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Fisioterapia após a cirurgia de próstata

O câncer de próstata é considerado uma doença da terceira idade, pelas taxas de incidência crescerem com a idade, e como a população têm vivido mais anos, hoje buscam-se tratamentos para o problema que venham acompanhados de menores efeitos colaterais. Cerca de dez anos atrás a palavra câncer era similar a uma sentença de morte sofrida e que viria em breve. Hoje com a evolução dos tratamentos a expectativa de vida após esse diagnóstico é muito maior, 10 anos, 20 anos, não se sabe. No câncer de próstata descoberto e tratado no início é mais comum o paciente morrer de outras causas, independentes ao tumor. Os tratamentos evoluem, os médicos curam mais pacientes, mas algumas seqüelas ainda permanecem difíceis de controlar, é o caso dos problemas de ereção e da dificuldade em controlar a urina que alguns homens apresentam.
Cada vez mais a fisioterapia tem aparecido como um recurso importante para contornar esses problemas. Contudo, diferente de uma cirurgia ou de um medicamento, os resultados desta demoram a aparecer, e os mais ansiosos confundem com não funcionar. Em um estudo internacional feito em um hospital de referência mostrou que, após 1 ano de cirurgia, a diferença dos pacientes que fizeram e dos que não fizeram fisioterapia é marcante, com uma análise rigorosa que garante que estes dados não são mero acaso.
Eu sempre sugiro aos meus pacientes que coloquem em uma balança os prós e os contras dos tratamentos disponíveis, enquanto que as cirurgias e medicamento apresentam resultados rápidos, esses resultados geralmente vêm acompanhados de efeitos desagradáveis. Já as técnicas de fisioterapia dependem da dedicação diária do paciente, demoram em torno de 1 mês para começar a aparecer, mas são isentas de efeitos nocivos e os resultados persistem enquanto o paciente permanecer realizando as orientações em domicílio. Ficou com dúvidas? Envie um e-mail!
Dra. Ana Luiza Reis
Fisioterapeuta especialista em cancerologia e em disfunções do assoalho pélvico
CREFITO 3 76058
e-mail: reisanaluiza@yahoo.com.br
CENTRO MÉDICO INDAIATUBA II Fone (19)3894-5568
INSTITUTO LUBECK ITU Fone (11)4023-6153
Tratamento para incontinência urinária e fecal, adultos e crianças
Tratamento para disfunções sexuais

Lesões da Coluna

A nossa coluna se divide em 4 partes: cervical (nuca), torácica ou dorsal, lombar (da cintura ao bumbum) e sacral (entre a dobra do bumbum). Cada uma dessas partes é responsável por dar função e movimento a uma determinada parte do corpo. Essas informações sobre o controle dos movimentos é transmitida por nervos que passam pelo “miolo”dos ossos que formam a nossa coluna. Esse miolo tem um nome específico: forame vertebral, que nada mais é do que um canudo que serve para proteger o nosso sistema nervoso. O sistema nervoso é tão importante, porque é ele o responsável por todas as funções do nosso organismo, a respiração, o batimento do coração, funcionamento do intestino e da bexiga, tudo. Por exemplo uma parte da nossa respiração é controlada por estruturas que estão bem no início na nuca, quase dentro do crânio. Se essa parte é machucada há uma grande chance da pessoa precisar de ajuda de aparelhos para respirar. Ainda na nuca existem nervos que irão controlar os movimentos dos braços e das mãos. Na parte do tórax existem os nervos que controlam os músculos da barriga e das costas. Descendo mais um pouquinho, na coluna lombar e na sacral, passam os nervos que irão movimentar as pernas e os pés. As marcas deixadas por um acidente que tenham lesado a coluna dependem muito de qual parte foi atingida, de quanto tempo se passou desde a lesão até o atendimento médico. Em geral após um grande trauma o sistema nervoso entre em uma fase conhecida como choque, é como se o interruptor dessa região fosse desligado e é uma estratégia que nosso corpo adota para se proteger. Passada essa fase do choque é que pode ser determinado o real tamanho do problema. Após o tratamento médico a fisioterapia é fundamental para o tratamento. São usadas técnicas que evitam problemas de cicatrização e problemas pulmonares, além de exercícios musculares que favorecem o retorno precoce dos movimentos.
Semana que vem vamos falar um pouco de como fica a bexiga após essas lesões na coluna. Você tem dúvidas? Envie um e-mail!
Dra. Ana Luiza Reis
Fisioterapeuta especialista em cancerologia e em disfunções do assoalho pélvico
CREFITO 3 76058
e-mail: reisanaluiza@yahoo.com.br
CENTRO MÉDICO INDAIATUBA II Fone (19)3894-5568
INSTITUTO LUBECK ITU Fone (11)4023-6153
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